A Pedagogia do algoritmo: poder, capital e estética da inteligência artificial na avaliação.
Poder, capital e estética da inteligência artificial na avaliação.
Palavras-chave:
Inteligência Artificial; Avaliação Educacional; Capitalismo Cognitivo; Sociedade de Controle; Estética da Imagem.Resumo
Este ensaio teórico-crítico investiga a Inteligência Artificial (IA) na avaliação educacional como um dispositivo de controle e mercantilização da cognição. Baseado na Teoria Crítica, Filosofia da Técnica (Flusser) e Estética da Imagem (Baudrillard, Deleuze), o problema é a reprodução de uma racionalidade instrumental que converte o desempenho em dados para o capital e o controle social. Argumentamos que a IA reproduz a racionalidade instrumental e o modelo disciplinar, substituindo a autoridade docente pela razão algorítmica. A IA herda do cinema a função de moldar o imaginário coletivo, mas o faz através de uma estética do desempenho que transforma o saber em produto estatístico, culminando na robotização da existência. Lang, Kubrick e os Wachowski ilustram alegoricamente essa transição. Concluímos que a resistência pedagógica reside na oposição entre a "inteligência automatizada" e a "inteligência crítica" (Morin, Freire), buscando reorientar a avaliação para a emancipação e a restauração da dimensão reflexiva do aprendizado.
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